Prof. Dr. Carlos Miranda, M.D, PhD. Diretor técnico médico - CRM 10712 PR

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Informações sobre Saúde e Beleza

Alimentos Funcionais

A nutrição funcional, com a ajuda de um profissional qualificado, associada a uma dieta adequada, tem como objetivo melhorar todos os sistemas do corpo, desde a parte emocional até a parte fisiológica e do metabolismo, onde através de alimentos certos se pode ter um objetivo final, que é melhorar o bom funcionamento do organismo.
Mudanças no cardápio de uma pessoa, a partir de um levantamento detalhado com uma boa avaliação clínica, podem melhorar a sua disposição, tratar problemas de saúde desde os mais simples (como enxaqueca, insônia e ansiedade) e ou, evitar a ocorrência de doenças crônicas (como por exemplo a obesidade e o diabetes). Em vez de se limitar à prescrição de dietas de alimentos tidos como saudáveis, a Nutrição Funcional rastreia os sinais, sintomas e características de cada paciente e os relaciona a situações de carência ou excesso de determinadas vitaminas e ou minerais.
Sendo assim, a junção destes fatores coopera para um resultado integrado, onde todo corpo responde de forma eficaz, contribuindo para o emagrecimento, melhoria de saúde e qualidade de vida.


Fitoterápicos


Procurando cuidar da nossa própria saúde sabemos o quanto é importante nos manter cada vez mais distante dos medicamentos indispensáveis, dos químicos que intoxicam nosso organismo e dos compostos não naturais que podem aparecer na nossa alimentação e no nosso dia a dia. Da mesma maneira que nos mantemos distantes desses produtos, estamos nos aproximando cada vez mais de uma vida com uma rotina mais saudável e natural.
A natureza é que oferece a cura e os tratamentos para qualquer tipo de situação enfrentada pelo nosso organismo e, por esse motivo, cientistas têm desenvolvido duas áreas de atuação que trabalham exatamente com os benefícios que o meio ambiente oferece para a nossa saúde: a nutrição e a fitoterapia.
Na prática clínica da nutrição, os fitoterápicos têm colaborado para melhora de quadros clínicos diversos, sendo eles com finalidade profilática, curativa e ou paliativa. A fitoterapia possui uma grande importância junto a Nutrição, uma vez que as plantas são comumente ingeridas nas mais diversas formas (cápsulas, extratos, saches, óleos, e ou pomadas) apresentando finalidades terapêuticas e ou bioativas.
A união destas duas forças naturais, como a fitoterapia e a nutrição permite que, cada vez mais, consigamos nos distanciar do uso de produtos químicos, sintéticos e concentrarmos no controle da nossa saúde, permitindo uma vida mais natural e saudável.
Vale a pena reforçar, que mesmo sendo considerada a fitoterapia uma ciência natural complementar, deve sempre ser utilizada sob a orientação de um profissional qualificado.



Depilação a laser em adolescente

Tenho uma filha de 14 anos que tem buço muito visível, o que a incomoda. Gostaria de saber o que resolve neste caso, principalmente por ela ser tão jovem.
(Conceição)
Adolescência é fase de grandes mudanças no corpo. É na adolescência que modificações hormonais, somadas às características genéticas herdadas da família, causam, por exemplo, o crescimento de pelos. Há pessoas que aceitam e assumem suas características genéticas. Mas essa aceitação pode vir com o tempo e amadurecimento. Nesse momento, é hora de você ajudar sua filha a resolver o que a incomoda. Antes, o pediatra deve pesquisar se existe algum possível problema causador do excesso de pelos. Se não existir, ela pode usar qualquer método depilatório disponível. As opções são as tradicionais pinça ou cera, ou então, o laser.

Caso a opção seja pela depilação a laser, alguns cuidados devem ser tomados. Se a pele é branca, ela não pode estar bronzeada pois corre risco de queimadura com laser. Se a pele é negra, o uso do laser deve ser feito com mais cuidado, pois também existe maior risco de queimaduras. Deve-se evitar depilação com pinça ou cera por um mês antes da sessão. Mas raspar os pelos até o dia da sessão pode. Isso não prejudica o tratamento.

Pelos grossos e escuros são mais facilmente removíveis pelo laser do que pelos finos e claros, que nem sempre respondem bem a esse tratamento. Isso limita em parte a depilação dos pelos do buço, que são na sua maioria finos e claros. Mas ainda assim o tratamento vale a pena, já que os pelos que mais incomodam são justamente os grossos e escuros.

A idade não limita o tratamento. Mas considere que sua filha adolescente não completou seu desenvolvimento e novos pelos ainda podem surgir. Por isso é possível que o tratamento precise ser repetido no futuro. Ainda assim, a depilação a laser pode ser a melhor escolha para acabar com o sofrimento dela.
por Lucia Mandel
http://veja.abril.com.br/blog/estetica-saude/tratamentos/depilacao-a-laser-em-adolescente/

Laser - A medicina da luz

Metade de todos os procedimentos médicos, das mais diversas especialidades, tem como primeira indicação esse feixe de luz concentrada. E as pesquisas mostram que seu uso pode se ampliar para muitos outros campos
O mundo, do jeito como o conhecemos hoje, seria impossível sem o uso do laser. Esse feixe de luz concentrada é imprescindível na transmissão de dados pela internet e no sistema de telefonia. Quando ouvimos um CD ou assistimos a um DVD, lá está ele, transformando ondas eletromagnéticas em sons e imagens. Graças ao laser, as filas nos supermercados e bancos andam mais rapidamente - os códigos de barras são interpretados por ele. É essa luz, ainda, que dá exatidão milimétrica à mira dos mísseis lançados pelos navios, aviões e tanques de guerra; mantém os trens alinhados sobre os trilhos; permite a medição dos poluentes atmosféricos... "Com suas múltiplas funções, o laser é, sem dúvida, a invenção mais impactante do mundo moderno", diz o físico Nilson Dias Vieira Junior, superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Há uma área do conhecimento humano, no entanto, em que a revolução provocada pelo laser, ainda que grandiosa, ocorre de maneira silenciosa, quase imperceptível para a maioria das pessoas. Na medicina, ele corta (com muita precisão e pouco sangue) músculos, pele e ossos. Monitora o crescimento de tumores e os faz evaporar. Substitui medicamentos no tratamento de doenças crônicas, como artrite reumatoide e asma. Estimula a renovação celular e pode ser capaz até de diagnosticar lesões na retina. Dentro da medicina, ainda, há outra área em que o laser é um bálsamo, sobretudo agora, no verão. Na dermatologia, além de remover as manchas de pele e as linhas de expressão, a luz corta literalmente o mal pela raiz, ao danificar os bulbos capilares e impedir o nascimento e o crescimento de pelos indesejáveis. Na temporada de corpos à mostra, não ter de se preocupar com a depilação e exibir as pernas lisinhas o tempo todo é (quase) um milagre.
O primeiro aparelho de laser foi criado em 1960 pelo físico americano Theodore Maiman (1927-2007). Seu objetivo era desenvolver uma fonte de energia para ser usada em experiências de laboratório (veja o quadro). O laser é a única fonte de luz que se propaga de forma organizada, em uma mesma direção, por meio de ondas de comprimento idêntico. Tais características o tornam um emissor de grandes quantidades de energia e de fácil manipulação. Em 1961, por obra da curiosidade de um oftalmologista pelas novas tecnologias, o laser foi usado fora de um laboratório de pesquisa. Charles Campbell (1926-2007), do Instituto de Oftalmologia do Centro Médico Presbiteriano da Columbia, nos Estados Unidos, utilizou-o para eliminar um tumor maligno da retina de um paciente. Desde os anos 50, os médicos empregavam a luz solar para queimar lesões na retina. Com uma lente, eles convergiam os raios de sol diretamente para o olho do doente. Ainda que o laser seja 1 septilhão de vezes mais forte, ele provocava menos efeitos colaterais, como queimaduras. Isso porque, ao contrário da energia solar, é mais controlável e direcionável. As operações de Campbell foram consideradas revolucionárias e, assim, a nova técnica começou a ser testada nos diversos campos médicos. Mas o grande impacto do laser na medicina só viria na década de 90, com a difusão dos aparelhos por pulsos. A emissão passou a ser feita, por exemplo, por meio de microtiros, o que permitiu o uso de potências elevadas em procedimentos delicados ou superficiais. De lá para cá, o laser tornou-se a primeira opção para nada menos do que 50% de todos os procedimentos médicos - o dobro em relação há vinte anos.
Nenhuma área da medicina foi tão beneficiada pelo aperfeiçoamento do laser quanto a dermatologia. Ele é a principal indicação para 95% das terapias antienvelhecimento - da remoção de manchas ao aumento da produção de colágeno, a fibra responsável pela firmeza e elasticidade da pele. Na década de 80, o laser era utilizado em apenas 40% dos casos, sobretudo nas peles profundamente marcadas pelo tempo. "Nessa fase, eu não me atreveria a usar o laser em pacientes com menos de 40 anos", diz Adilson Costa, dermatologista da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. "As marcas do tratamento - vermelhidão e queimaduras - eram tão profundas que obrigavam os pacientes a ficar em casa por até um mês." Atualmente, alguém que se submete a uma sessão de laser, não importa a finalidade do procedimento, pode sair do consultório do dermatologista diretamente para o trabalho.

Todas as intervenções estéticas à base de laser consistem em danificar parte das células da área tratada, de modo a estimular a renovação celular. É nesse processo que manchas, vincos, marcas de expressão e pés de galinha desaparecem - ou são, no mínimo, bastante atenuados. É possível rejuvenescer a pele em até cinco anos, mas para isso é necessária uma aplicação por mês, durante quatro meses. Além disso, em dois anos é preciso voltar ao consultório do dermatologista. Existe, porém, um tipo de marca que o laser apaga para sempre - as cicatrizes provocadas pela acne. Até então, não havia nada que desse jeito nelas. De cremes a peelings abrasivos, vencer essas marcas era um dos maiores desafios da dermatologia estética. A empresária Gloria Varella, de 47 anos, concordou em se submeter ao tratamento quando o médico lhe garantiu que, depois das aplicações, ela não precisaria interromper suas atividades diárias. "Tive uma ótima surpresa: além de ir trabalhar no mesmo dia, ninguém notou os efeitos das aplicações", diz. Após cinco sessões, Gloria estava com o rosto lisinho.

Não há mulher que não sonhe com o dia em que se verá livre da depilação - poucas obrigações estéticas são tão chatas quanto ter de se submeter à cera quente ou fria de quinze em quinze dias. Pois o laser consegue matar os bulbos capilares, o nascedouro dos pelos. Depois de cinco meses de tratamento, com uma sessão por mês, os pelos praticamente desaparecem. Como a natureza dá sempre um jeito de driblar o homem, entre dois e cinco anos mais tarde, os pelos reaparecem - mas mais fracos. Para eliminá-los, é preciso fazer mais aplicações de laser - agora em sessões de manutenção, de uma a duas vezes ao ano. "Não existe tratamento de beleza mais prático e fantástico criado pela medicina do que a depilação a laser", diz a apresentadora Sabrina Sato, de 28 anos. Há três anos, ela se submeteu a três sessões de laser nas axilas. Desde então, nunca mais recorreu a lâminas descartáveis. Um ano atrás, Sabrina voltou ao dermatologista para duas aplicações de manutenção. Às loiras, um alerta: o raio laser não consegue destruir os bulbos de pelos claros.

Hoje, graças à exatidão dos cortes a laser, 95% dos pacientes deixam de usar óculos depois de uma operação de miopia. Para se ter ideia da tecnologia dos aparelhos empregados nesse tipo de cirurgia, os feixes de luz que eles emitem têm a duração de cerca de 10 femtossegundos. Um femtossegundo equivale a 1 segundo dividido em 1 quatrilhão de vezes. "Como o contato do laser com a córnea é mínimo, podemos utilizá-lo em altas temperaturas e em estruturas muito delicadas, como a córnea e a retina", diz o oftalmologista Max Damico, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Aliada ao calor intenso, a rapidez dos feixes de luz transformou o laser numa espécie de bisturi de altíssima precisão. Três anos atrás, o aposentado Artur Martins da Silva, de 72 anos, começou a apresentar uma sensação de ardência no olho esquerdo. Durante seis meses, ele prorrogou a visita ao oftalmologista. Imaginava que o desconforto fosse produto da poluição e do stress. No momento em que começou a perder a visão, Silva foi em busca de ajuda médica e descobriu ter sido vítima de uma obstrução nos vasos da retina. Submetido a uma cauterização a laser, ele recuperou 40% da visão. A cirurgia durou meia hora.

O alcance do laser no corpo humano vai da superfície da pele, como nos tratamentos estéticos, a órgãos e estruturas mais recônditos, como rins, ossos, coração, próstata, colo do útero e pulmões. Os feixes de luz chegam a tais regiões por meio da endoscopia, laparoscopia ou cirurgia aberta. O controle da temperatura do laser é fundamental para o sucesso de tais procedimentos, especialmente nas regiões mais vascularizadas. Quanto maior a quantidade de sangue, maior é o risco de formação de coágulos, o que pode levar à obstrução de vasos sanguíneos. No tratamento da hiperplasia benigna da próstata, um mal que atinge 14 milhões de brasileiros com mais de 50 anos, o calor emitido pelo laser tem de girar em torno dos 200 graus. O intuito nesse caso não é cauterizar o tecido prostático excedente, e sim fazê-lo evaporar.

O laser é também o único método capaz de bombardear cálculos renais, independentemente de seu volume. Uma das técnicas mais tradicionais prevê a explosão das pedras nos rins por meio de ultrassom. No entanto, os cálculos pequenos, de diâmetro inferior a 1 centímetro, na maioria das vezes, escapam à ação das ondas sonoras. À do laser, nunca. Ao reduzir as pedras renais a tamanhos microscópicos, ele livra os pacientes da dor durante o processo de eliminação pela urina do que sobrou delas. "O único inconveniente é que o procedimento exige anestesia geral, pois a passagem do endoscópio pelo ureter é dolorosa", diz Gustavo Guimarães, urologista do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. A sedação foi o motivo que levou o engenheiro Marcelo Pachalian, de 39 anos, a recusar o laser a princípio e optar pelo ultrassom. "Tenho horror a hospital", diz ele. Não adiantou evitar. O cálculo que estava localizado no rim direito não foi destruído e poucos dias depois, com fortes dores, Pachalian voltou ao hospital. No início de dezembro, submeteu-se ao laser e a pedra foi desintegrada.

Uma das novidades mais promissoras é o laser conhecido como frio ou terapêutico, que tem 1 grau Celsius de temperatura. Ele interage com as células, fazendo com que a produção de substâncias essenciais para a saúde do organismo seja regulada. "Trata-se de um dos mecanismos mais complexos e fascinantes no tratamento de doenças e de problemas estéticos", diz Maria Cristina Chavantes, diretora do Serviço da Central Médica de Laser do Instituto do Coração, em São Paulo. O laser frio é capaz de equilibrar a produção de hormônios envolvidos nos mecanismos da analgesia e de inflamações por asma. Asmática, a assistente social Márcia Mascarenhas Ganen, de 44 anos, ficou livre das crises de falta de ar e das bombinhas de corticoides depois de quatro aplicações.

Uma das mais extraordinárias frentes de estudo ocorre na área de diagnósticos. Hoje em dia já é possível detectar algumas doenças por meio do feixe de luz, como no caso de distúrbios na retina e tumores superficiais, em especial o de pele. Tais máquinas, porém, não são precisas a ponto de conseguir substituir a biópsia. Esse é o grande objetivo de cientistas dos melhores centros de pesquisa do mundo. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e o MD Anderson, ambos nos Estados Unidos, e o Ipen, no Brasil, investigam a criação de uma tecnologia mais abrangente, que permita o diagnóstico de um leque maior de distúrbios. Sabe-se que, conforme o tipo de célula rastreada e as características do laser, a luz é absorvida de maneira diferente - os tumores malignos, por exemplo, são grandes consumidores de energia. A expectativa é que, em uma década, seja possível mapear as células humanas em todas as suas minúcias, por meio de laser em laparoscopias, endoscopias ou até mesmo por sobre a pele. Para as próximas gerações, essa será a luz no fim do túnel.
por Adriana Dias Lopes
http://veja.abril.com.br/060110/laser-medicina-luz-p-068.shtml

Pele mais jovem com laser CO2 fracionado

Sua pele não pode ser jovem para sempre. Mas por um bom tempo a mais, pode sim. Um ótimo aliado na recuperação da vitalidade e juventude da pele é o laser CO2 fracionado. Ele aumenta a firmeza, suaviza rugas e remove manchas.

Como funciona?

O laser atinge a pele em colunas bem próximas umas das outras, aquecendo e eliminando as células atingidas. A pele fica cheia de pontos microscópicos sem células superficiais, as células antigas, que serão substituídas por células novas. E entre esses pontos, surgem áreas da pele intocadas pelo laser, que também sofrem aquecimento. O aquecimento ativa o colágeno, que prolifera, se remodela e fica mais firme.

O tratamento

Serve para eliminar manchas e rugas leves e suavizar rugas profundas, podendo ser aplicado em qualquer área da pele. Você pode escolher entre tratamento intenso, com grande densidade de pontos atingidos pelo laser, ou tratamento mais suave. Os resultados estéticos aparecem logo após a recuperação e a pele continua a melhorar por meses, porque a remodelação do colágeno leva de quatro a seis meses para se completar.

Além do tratamento rejuvenescedor, o laser CO2 consegue atenuar cicatrizes de acne. E também é útil no tratamento de estrias.

Dependendo do aparelho utilizado no tratamento, da potência selecionada pelo médico e da indicação são necessárias de uma a quatro sessões de tratamento. A exposição ao sol deve ser evitada por 2 semanas após cada sessão de tratamento.

Recuperação

A recuperação da pele varia de acordo com a potência usada no tratamento. No tratamento suave, o tempo de recuperação é menor. No tratamento agressivo a recuperação leva mais tempo, de até duas semanas, mas a melhora da pele é maior.
por Lucia Mandel
http://veja.abril.com.br/blog/estetica-saude/tratamento/pele-mais-jovem-com-laser-co2-fracionado/

Remoção de Tatuagem

Se o amor acabou, bola pra frente. É hora de fazer uns ajustes nos porta-retratos, se encher de ânimo e partir para outra. Muitas vezes, também é hora de procurar um dermatologista para remover aquela tatuagem feita no auge da paixão.

Arrependimento por ter feito tatuagem não é raro. O tempo muda muita coisa, e o que parecia tão definitivo pode perder a importância, ou até incomodar. Temos o direito de mudar de idéia. Felizmente, nos casos das tatuagens, o laser permite essa mudança.

Antes desse tipo de tratamento, só era possível remover uma tatuagem com cirurgia ou com dermabrasão, que é uma raspagem controlada da pele. Mas esses métodos deixam cicatrizes.

O laser revolucionou o tratamento. Ele destrói seletivamente o desenho tatuado sem machucar a pele. A luz passa através da epiderme, a primeira camada da pele, e atinge especificamente a tinta que foi colocada na derme — a segunda camada da pele.

E como essa luz consegue agir tão seletivamente?

Consegue porque cada tipo de laser é absorvido por uma cor apenas, ou por uma gama de cores parecidas. A cor que absorve o laser depende do aparelho usado. Existem aparelhos que emitem luz absorvida apenas pela cor preta (ou por cores escuras, como o azul escuro.) Já outros aparelhos emitem luz absorvida por pigmento vermelho. O verde absorve outro tipo de luz.

Quando o pigmento colorido da tatuagem absorve a luz do laser, ele é fragmentado em minúsculas partículas, que acabam eliminadas pelo próprio corpo. Com esse método, o laser não é absorvido pelas células da pele, ou é muito pouco absorvido por elas. É isso que faz com que ele destrua seletivamente a tatuagem.

Essa seletividade também faz com que cada cor de pigmento exija um tipo diferente de laser para ser destruída. Se a tatuagem for muito colorida, dois ou mais aparelhos emissores de laser são necessários para resolver a situação.

O desenho desaparece completamente da pele?

Nem sempre a remoção é fácil. Há casos bem difíceis. O número de sessões necessárias varia muito, dependendo do tamanho da tatuagem, da quantidade e profundidade do pigmento e das cores utilizadas. Uma tatuagem profissional costuma ter maior quantidade de pigmento, o que dificulta a remoção e requer um número maior de sessões. Fica ainda mais difícil se o pigmento for colocado mais profundamente na derme. Nesses casos, ao final do tratamento, pode sobrar um pouco da tatuagem, já que o pigmento profundo nem sempre é atingido pelo laser.

A cor preta é a que sai mais facilmente. Felizmente essa é a cor mais freqüente nas tatuagens. Alguns tons de verde e os pigmentos amarelos são mais difíceis de remover.

Quais são os riscos do procedimento?

Realiza-se uma sessão por mês. Apesar do laser ser bastante seletivo, como em qualquer tratamento com este método, existe um risco de queimadura da pele. Risco que aumenta nas pessoas bronzeadas ou de pele morena ou negra: nesses casos, há maior quantidade de melanina, pigmento escuro que dá cor à pele e que também absorve a luz do laser. Uma queimadura pós laser causa manchas na pele, que tanto podem passar ou ficar definitivamente. Existe também um pequeno risco de deixar cicatriz.

Por isso, o tratamento tem que ser feito com bastante cuidado, por médico especializado. Mas a boa notícia é essa: o tempo consegue apagar as mágoas de um amor passado. E a medicina consegue apagar a tatuagem.
por Lucia Mandel
http://veja.abril.com.br/blog/estetica-saude/arquivo/remocao-de-tatuagens/

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